CODAM aprova R$ 444 milhões em investimentos e reforça ciclo de crescimento do Polo Industrial de Manaus
Com quase mil empregos projetados, indicadores apontam expansão do PIM e avanço da estratégia de diversificação econômica no AmazonasPor Sistema FIEAM
foto: © Divulgação / FIEAM
A 319ª Reunião Ordinária do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam) aprovou nesta quarta-feira R$ 444 milhões em investimentos industriais, com previsão de geração de 976 postos de trabalho, entre diretos, indiretos e remanejados. A pauta, composta por 45 projetos, reforça o ambiente de confiança no Polo Industrial de Manaus (PIM) e sinaliza a continuidade do ciclo de crescimento econômico no estado.
Antes da reunião, o governador do Amazonas, Wilson Lima, e o então secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Serafim Corrêa, apresentaram à imprensa o Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas. A iniciativa busca estruturar cadeias produtivas a partir dos recursos naturais da região, com foco na agregação de valor e na interiorização do desenvolvimento. “O plano de bioeconomia dá um norte para que esse potencial seja transformado em produto, gerando emprego, renda e desenvolvimento, especialmente no interior do estado”, disse o governador.
Serafim Corrêa destacou o caráter complementar da estratégia em relação ao modelo Zona Franca de Manaus (ZFM). “Não vamos prescindir da Zona Franca, mas vamos agregar valor em novas frentes, principalmente no interior. Esse é o caminho que estamos construindo”, afirmou.
De acordo com Lima, a atração de investimentos está diretamente associada à segurança jurídica e ao ambiente institucional. “O investidor vem para o estado do Amazonas porque encontra previsibilidade e diálogo. Esse trabalho conjunto tem garantido resultados concretos para a economia e para a geração de emprego e renda”, afirmou, para acrescentar: “Gerar emprego é garantir dignidade e reduzir a pressão sobre os serviços públicos.”
O novo secretário da Sedecti, Gustavo Igrejas, evidenciou o desempenho positivo do Polo Industrial de Manaus (PIM). Em 2025, o faturamento do PIM alcançou US$ 41,1 bilhões, o segundo maior da série histórica, equivalente a R$ 227 bilhões, mantendo trajetória de crescimento. “Estamos muito próximos do maior faturamento da história do Polo Industrial de Manaus e a expectativa é que, mantendo esse ritmo, possamos alcançar esse resultado ainda este ano”, destacou Igrejas.
Os dados também mostram a relevância do setor produtivo na economia estadual. A arrecadação de ICMS está concentrada no comércio (47,07%) e na indústria (44,26%), enquanto o estado registra um estoque de 572,9 mil empregos formais. O PIM responde por mais de 112 mil postos diretos, mantendo-se como um dos principais motores da economia regional.
Os projetos aprovados contemplam iniciativas de implantação, diversificação e atualização industrial, com destaque para segmentos como farmacêutico, eletroeletrônico, energia e bens de consumo. Também há investimentos no interior, em municípios como Carauari e Manacapuru, alinhados à estratégia de descentralização do desenvolvimento.
Parcerias para o desenvolvimento
Em sua despedida da Sedecti, Serafim Corrêa ressaltou o papel do diálogo institucional na construção dos resultados. “O desenvolvimento do Amazonas é fruto de uma construção coletiva, baseada na integração entre governo, setor produtivo e sociedade”, afirmou.
A reunião também foi marcada pela assinatura do decreto que institui o Plano Estadual de Bioeconomia do Amazonas e por anúncios relacionados à inovação e à ciência e tecnologia. Segundo o governo, o estado deve alcançar cerca de R$ 1 bilhão em investimentos na área até o fim de 2026, com foco em pesquisas aplicadas à realidade amazônica. Além do lançamento do Portal do ProgrIDA e do e-book sobre “Dados Abertos Governamentais: princípios, práticas e resultados” e da apresentação da Revista de CT&I.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Antonio Silva, os resultados da reunião reforçam o papel estratégico da Zona Franca de Manaus na atração de investimentos, geração de empregos e sustentação da atividade industrial, além de evidenciar a importância da manutenção de um ambiente competitivo para o avanço de novos projetos no estado.
