Principal        Turismo        Lazer        Gastronomia        Notícias        Serviços        Educação      


Notícias



Seminário discute gestão de PD&I na Amazônia
Por Enock Nascimento, SUFRAMA
sábado, 26 de novembro de 2016
 
 
 

Seminário discute gestão de PD&I na Amazônia
Seminário discute gestão de PD&I na Amazônia. / Junha Januária

A avaliação dos resultados da Lei de Informática na Amazônia Ocidental, a implementação de formas para aprimorar a gestão da Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e incentivos para investimentos na criação de produtos tecnológicos de alto impacto científico e socioeconômico foram os principais temas do seminário sobre PD&I na Amazônia, realizado nesta quinta-feira (24) no auditório da SUFRAMA. O evento contou com a participação de representantes de todos os setores envolvidos com o tema.

Na abertura do seminário, o superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional da SUFRAMA, Marcelo Pereira, apresentou um balanço dos resultados alcançados nos 26 anos de vigência da Lei de Informática na Amazônia Ocidental -  Lei nº 8.387, de 30/12/1991 – que determinou às empresas fabricantes de bens e serviços de informática a aplicação de, no mínimo, 5% do faturamento bruto no mercado interno como contrapartida aos benefícios fiscais concedidos.  

Pereira abordou as modificações na legislação ao longo do tempo e detalhou o volume de investimentos em PD&I. “Nos últimos 16 anos, a quantidade de empresas se manteve constante, porém, o faturamento triplicou. No ano de 2000, por exemplo, 44 empresas investiram R$ 134,9 milhões. Em 2016, são 48 empresas e um total de R$ 379,6 milhões. O valor acumulado de recursos de P&D é de 5,2 bilhões”, frisou.

O superintendente adjunto também destacou a importância da atualização e a instituição de três novos programas prioritários definidos pelo Comitê das Atividades de Pesquisa e Desenvolvimento na Amazônia (Capda) - Economia Digital; Biotecnologia e Formação de Recursos Humanos – bem como a definição das diretrizes de operacionalização dos programas, como forma de garantir mais isonomia e transparência.

Pereira também anunciou a adoção de medidas, previstas para 2017, voltadas para melhorar a gestão de PD&I na Amazônia. “Vamos lançar uma Cartilha de investimentos em P&D para aumentar a segurança no ato do investimento e minimizar a incidência de glosas. Também vamos elaborar um Ementário de situações particulares (não previstas pela norma) em busca de um maior consenso entre empresas investidoras em P&D e a fiscalização. Vamos implantar ainda, o Sistema de Acompanhamento, Gestão e Análise Tecnológica (SAGAT) como forma de automatizar o processo de coleta e análise dos Relatórios Demonstrativos Anuais”, enumerou.

O diretor de Tecnologias Inovadoras da Secretaria de Inovação e Novos Negócios (SIN) do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic), Rafael Moreira, destacou que o debate sobre o tema ganha mais relevância ainda em um contexto em que a Organização Mundial do Comércio (OMC) questiona os incentivos fiscais da Lei de Informática no Brasil. “A   Lei nº 8.387 não foi mencionada pela OMC por causa do fator sustentabilidade, mas a questão é que precisamos discutir o aprimoramento da gestão de PD&I na Amazônia também pensando em formas de destravar investimentos, geração de negócios com maior retorno, tendo em vista o desenvolvimento regional. Afinal, 33% do total de investimentos do Brasil é daqui”, salientou.

Moreira destacou algumas propostas com o viés de correção na gestão de PD&I como a inclusão do Estado do Amapá no recebimento dos investimentos compulsórios e o aumento para 20% dos custos incorridos aos Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) que atuam na região. Antes, eles recebiam 10%, metade do que os outros ICTs poderiam receber em projetos desenvolvidos fora da Amazônia.

Outras propostas para a conversão de PD&I em negócios de alto impacto abordadas por Moreira foram: possibilidade de aplicação em fundos de investimento autorizados pela Comissão de Valores Mobiliário (CVM), desde que destinados à capitalização de empresas inovadoras; investimento na operação ou implantação de incubadoras ou aceleradoras de empresas; possibilidade de contratação de projetos de PD&I, assistência técnico-científica e serviços especializados com startups vinculadas a incubadoras e aceleradoras e inclusão da possibilidade de investimento em projetos sustentáveis. “Atualmente, os investimentos são muito pulverizados, precisamos proporcionar uma visão mais integrada e estratégica desses investimentos para que eles tragam retornos mais significativos à sociedade”.

Outras palestras

Na palestra seguinte, o consultor e especialista em PD&I, Giancarlo Stefanuto, destacou as principais metodologias utilizadas no mundo na avaliação de projetos da área. “PD&I é um processo que organiza os conhecimentos existentes e disciplina a busca de novos conhecimentos para que a empresa amplie sua capacidade de inovação técnica e de agregação de valor. PD&I envolve risco, por isso recebe incentivos fiscais para apoiar este tipo de atividade”, definiu.

O diretor de P&D e Relações Governamentais da Positivo, José Goutier Rodrigues, e a diretora de relacionamento institucional da área de pesquisa e desenvolvimento da Samsung, Simone Scholze, apresentaram sugestões e reivindicações das empresas para incrementar a gestão dos recursos de P&D recolhidos das indústrias.

“Do valor total de um telefone celular comercializado numa loja, por exemplo, 38,9% são de matéria-prima e industrialização; 8,6% são para logística e custo financeiro; 15,2% são para impostos; 32,1% margem do varejo; 2,7% margem da indústria e 2,4% para obrigação de P&D. Ou seja, o valor que vai para o P&D é quase igual ao que a indústria recebe. Portanto, é um tema muito importante e a fiscalização deve ser criteriosa ao aplicar uma glosa”, observou Goutier.

Representando o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam), o consultor Saleh Hamdeh defendeu a aplicação integral nos Estados da Amazônia dos recursos arrecadados das empresas instaladas na região.

Além de defender um assento permanente para os ICTs no Capda, o diretor Presidente do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT), Geraldo Feitoza, apontou alguns desafios enfrentados pelas instituições. Entre eles, o desequilíbrio no fluxo de caixa, especialmente no período de abril a outubro.

“As empresas costumam concentrar seus investimentos no período de novembro a março. O que faz com que os ICTs tenham dificuldades, inclusive, para a manutenção de mão de obra nos meses sem investimento. A sugestão é instituir os depósitos trimestrais, semelhante ao que hoje já ocorre com outros fundos”, explicou Feitoza.

 

Publicidade


   
TURISMO
Agências de Turismo
Artesanato
Bibliotecas
Casas de Câmbio
Consulados
Ficha
Fotos
História
Hospedagem
Igrejas
Informações
Pontos Turísticos
Mapas
Municípios
Museus
Pescaria
Shoppings
Teatros
Zona Franca de Manaus

LAZER
Bares
Casas Noturnas
Eventos

GASTRONOMIA
Cafeterias
Café Regional
Churrascarias
Guloseimas
Lanchonetes
Pizzarias
Restaurantes
Sorveterias
SERVIÇOS
Caixas Eletrônicos 24h
Delegacias
Farmácias 24h
Hospitais
Notícias
Telefones Úteis
Táxi

EDUCAÇÃO
Infantil
Escolas Públicas
Escolas Particulares
Curso Superior
Curso Técnico
Siga nas redes sociais:
Twitter   Facebook   Instagram


No seu bolso:
Download na Apple Store

Download na Google Play

ManausOnline.com
Copyright © 1996-2021