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Jovens ribeirinhos idealizam plano de negócios para empreendimento em casarão histórico

A comunidade será contemplada com cinema, espaço gastronômico e até atividades de ecoturismo.

Por UP Comunicação Inteligente,
terça-feira, 27 de julho de 2021
 
 
 

Jovens ribeirinhos idealizam plano de negócios para empreendimento em casarão histórico
Comunidade Punã, em Uarini (AM). / Divulgação.

A comunidade Punã, em Uarini (AM), será contemplada com cinema, espaço gastronômico e até atividades ligadas ao ecoturismo para fomentar o desenvolvimento local.

Estimular o espírito dos negócios na realidade ribeirinha, a partir de conceitos da economia criativa, foi o mote que impulsionou uma oficina de empreendedorismo para jovens da comunidade Punã, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Mamirauá, município de Uarini (AM). Com o apoio da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) em parceria com a Petrobras, por meio do Projeto Amazonas Sustentável, os participantes, alunos do curso técnico de gestão em desenvolvimento sustentável, organizaram um plano de negócios. Eles delinearam estratégias envolvendo a Casa Punã, casarão histórico revitalizado no início de junho. A ideia é transformar o local em um empreendimento turístico e de lazer, com um espaço gastronômico regional e cinema. Outro modelo desenhado, que envolve o Punã como um todo, diz respeito ao ecoturismo.

Durante o encontro, que durou três dias, os participantes selecionaram as melhores propostas de negócio e discutiram a respeito das melhores abordagens para o plano de negócios, delimitando estratégias e ações de comunicação e marketing. Representantes do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) concederam palestras sobre a importância de potencializar os pequenos negócios e esclareceram dúvidas a respeito de microcrédito e financiamento. No último dia, os estudantes realizaram uma pesquisa de mercado e visitaram, aproximadamente, 50 casas para entender as necessidades da comunidade e a aceitação do público no que se refere ao plano de negócios.

Na visão da estudante Lorem Miguel, 20 anos, o que antes era vislumbrado apenas pela TV, agora se tornou realidade. “Aprendi que não é só dizer o que isso vai virar e colocar uma placa, nós precisamos ter todo um estudo para chamar a atenção das pessoas para ir ao cinema, merendar, fazer turismo”. Segundo ela, além de atrair turistas, os empreendimentos também são uma oportunidade de lazer para os moradores da comunidade, principalmente a juventude local, que sofre com questões de vulnerabilidade social. “Nos finais de semana, a gente só tem o campo de futebol para jogar. Com o cinema, vamos ter algo mais atrativo para sair com os amigos e tudo isso vai chamar a atenção do jovem para outra coisa, não para o vício”.

As oficinas ocorreram em paralelo ao curso técnico de gestão do desenvolvimento sustentável, que acontece desde março com o apoio da FAS, Petrobras, Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) e outros parceiros, e cuja metodologia também prevê um plano de negócios como projeto final. Segundo Gil Lima, coordenador do Projeto Amazonas Sustentável, o intuito é direcionar atividades que possam gerar renda às famílias de forma sustentável e segura. “Queremos utilizar o marco histórico que representa a casa Punã e toda a nova estrutura, que é dotada de dormitórios, área de alimentação e um local para exposição audiovisual. A partir disso, a proposta é virar um negócio concreto que se converta em desenvolvimento local e, assim, esperamos que esse modelo seja replicado para as outras comunidades próximas”.

Para planejar um bom modelo de negócios, a turma recebeu a mentoria do gerente do Programa de Empreendedorismo da FAS, Wildney Mourão, que auxiliou na construção inicial de uma proposta de valor, na segmentação de clientes, na idealização de recursos e canais de venda, além de estruturar custos e a possibilidade de geração de receitas por meio de um modelo inovador. “Estamos pensando em um projeto para ser executado em até 12 meses, sendo seis meses para o cinema e espaço gastronômico e os outros seis para o turismo, que poderá ter avistamento de pássaros, focagem de jacaré, trilhas, visita às atividades de manejo e casa de farinha. Queremos que a comunidade Punã se torne um centro de economia criativa, seguindo os modelos de comunidade sustentável e alinhada aos ODS [Objetivos de Desenvolvimento Sustentável]”.

Os próximos passos serão definir os responsáveis por gerenciar os negócios. Alguns jovens já demonstraram interesse, como é o caso do Pedro Claudio Diamantino, 18 anos, que já se enxerga como um empreendedor. “Eu tenho o sonho de ter o meu próprio negócio e isso é uma iniciativa para eu montar o próprio negócio. Se fosse para escolher um desses empreendimentos, eu me vejo mais gerenciando o Cine Punã, porque eu gosto bastante de filmes, de comunicação e de mostrar para as pessoas sobre a nossa realidade”.

 

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