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Beber energético faz bem ou mal? Entenda os efeitos e riscos do consumo
Por Rebeca Mota,
terça-feira, 31 de agosto de 2021
 
 
 

Beber energético faz bem ou mal? Entenda os efeitos e riscos do consumo
Consumo de Energéticos. / Divulgação.

Com a correria do dia a dia é comum as pessoas se sentirem cansadas e procurarem por alternativas que possam ajudar a manter o ritmo. É por isso que bebidas energéticas estão cada vez mais comuns no dia a dia das pessoas. No entanto, mesmo que dê mais ânimo, esses energéticos podem trazer alguns problemas sérios para a saúde. Entenda mais!

A cardiologista da Audimed Saúde, Renata Teodora, destacou que a alta concentração de cafeína, que estimula a liberação de adrenalina e noradrenalina, favorece o aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca em até 20 batimentos por minuto, enquanto que no cérebro, a velocidade do fluxo sanguíneo é reduzida.

“O consumo com muito excesso, além de acelerar o batimento cardíaco, pode causar arritmias cardíacas. O sistema nervoso central também é afetado pela cafeína, levando o corpo a desidratação e a perda de nutrientes do organismo, solúveis em água, que têm efeito calmante. A partir disso, é normal sentir agitação, hiperatividade, dor de cabeça e problemas de sono”, revela Renata.

Energéticos e bebidas alcoólicas

O consumo em excesso de energéticos é prejudicial à saúde, principalmente quando associado à bebida alcoólica. Os energéticos têm taurina e cafeína, que são estimulantes. Uma lata equivale a três xícaras de café.

“O exagero pode causar tontura, náusea, insônia, diarreia, desidratação, ansiedade, agitação, palpitação e arritmia, quando há a sensação de que os batimentos cardíacos estão mais acelerados do que o normal”, destaca médica.

“A combinação de bebida energética, álcool e drogas pode ser explosiva para um organismo, podem até trazer convulsões, principalmente provocadas por algum tipo de arritmia, mas que é raro que deixem sequelas”, revela Renata. Além de convulsão, uma overdose pode provocar parada cardíaca ou até uma hipóxia cerebral, quando é reduzido o fornecimento de oxigênio para o cérebro.

Pessoas com qualquer tipo de cardiopatia, hipertensão, arritmias, ansiedade, e doenças neurológicas não podem ingerir bebidas energéticas, conforme orienta a cardiologista.

Quanto de bebida energética posso tomar?

Se mesmo ciente dos riscos a pessoa desejar beber, qual a quantidade ideal? A Cardiologista explica que, a fim de comparação, uma lata de energético é igual a 80 mg de cafeína, enquanto uma xícara de café de 30 ml é igual a 35 mg da substância, mais que o dobro. Ainda assim, a médica explica que, não é possível generalizar e dizer o quanto de cafeína e taurina uma pessoa pode ingerir por dia, pois cada um tem um metabolismo ou reação diferente ao consumo.

“Algumas pessoas são mais suscetíveis ao energético, enquanto outras são menos, e que isso vai depender dos receptores e neurotransmissores de cada indivíduo”.

“Nunca é recomendado a um paciente a ingestão de bebidas energéticas, mas caso um paciente queira fazer, ele precisa verificar as condições da própria saúde (verificar se tem arritmia cardíaca, hipertensão ou algum problema cardiovascular, distúrbio do sono, ansiedade) e o ideal é que a ingestão não passe de uma lata”, orienta Teodoro.

Quem for beber, a médica recomenda que faça a ingestão de, no máximo, 2,5 mg de cafeína por peso de um adulto, então multiplicando pela quantidade de cafeína presente em uma lata de energético e define quanto pode ser consumido (por exemplo, um adulto de 60Kg= 60 x 2,5mg = 150mg, o que equivale a no máximo duas latas de energético).

Efeitos contrários

O nutricionista da Audimed Saúde, Abner Paz, explica que todas as bebidas energéticas contém princípios ativos excitatórios para o sistema nervoso central que tem esse potencial pode provocar depressão e ansiedade, aumento de pressão, de percepção de esforço, fadiga, diminuição de sono, além de compulsão e fome excessiva. Tudo isso com o excesso de ingestão desses princípios ativos.

“A cafeína funciona por ter ação cognitiva, de relaxamento e de disposição, melhorando também a cognição mental, física e a percepção do esforço, além de diminuir a letargia. Já a taurina, que é produzida pelo próprio corpo, atua com ação detoxificante e antioxidante. O primeiro é a questão de os energéticos serem estimulantes, o que pode ser perigoso para quem já possui algum transtorno psicológico ou psiquiátrico, apresentando piora do quadro”, explica Paz.

Já o segundo risco está relacionado à privação do sono. "O que nós vemos no dia a dia é que, às vezes, as pessoas ficam tomando energéticos para ficarem acordadas por mais tempo, mas a privação do sono pode trazer malefícios. Em longo prazo ela altera a memória, a atenção e o comportamento, e com o passar dos anos, aumentam os riscos cardiovasculares e de obesidade. Então, é assunto de saúde pública”.

 

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