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Saúde mental no trabalho passa a ser obrigação legal e redefine estratégias corporativas no Brasil
Atualização da NR-1 exige que empresas incluam riscos psicossociais no gerenciamento corporativo e amplia responsabilidade sobre bem-estar dos colaboradores Por Hanna Barros, Mapa 360 quarta-feira, 27 de maio de 2026
Ativa em 26 de maio de 2025, a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) estabelece um novo marco nas relações de trabalho no Brasil ao tornar obrigatória a gestão de riscos psicossociais dentro do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Na prática, empresas de todos os portes deverão identificar, avaliar e mitigar fatores como estresse crônico, burnout e assédio moral ou sexual — ampliando o conceito de saúde e segurança ocupacional para além dos riscos físicos. A mudança acompanha uma tendência global de reconhecimento da saúde mental como pilar estratégico nas organizações e reforça o papel das lideranças na construção de ambientes corporativos mais saudáveis e sustentáveis. Com isso, práticas antes consideradas diferenciais passam a ser parte da conformidade legal, exigindo estruturação de políticas internas, capacitação de gestores e monitoramento contínuo do clima organizacional. De acordo com a SGF Global, consultoria especializada em soluções de força de trabalho e gestão de talentos, a nova exigência deve impactar diretamente indicadores-chave das empresas, como produtividade, retenção de talentos e reputação empregadora. A incorporação dos riscos psicossociais ao PGR também demanda uma abordagem técnica mais robusta, com diagnósticos organizacionais, aplicação de pesquisas de clima, análise de indicadores de absenteísmo e turnover, além da implementação de canais seguros de escuta e acolhimento. “A atualização da NR-1 marca uma virada de chave: a saúde mental deixa de ser uma iniciativa pontual de RH e passa a integrar a estratégia de gestão de riscos das empresas. Organizações que se anteciparem, estruturando políticas claras e capacitando lideranças, não apenas evitarão passivos legais, mas também fortalecerão o engajamento e a produtividade de seus times”, afirma Heliana Silva, Country Manager da SGF Global no Brasil. Além de atender às exigências legais, especialistas apontam que investir em saúde mental corporativa contribui para a redução de afastamentos, melhora do desempenho individual e coletivo e fortalecimento da cultura organizacional. Nesse cenário, a atuação preventiva ganha protagonismo, com programas de apoio psicológico, promoção do equilíbrio entre vida pessoal e profissional e incentivo à comunicação aberta. A nova diretriz também coloca o Brasil em linha com práticas internacionais de ESG (Environmental, Social and Governance), especialmente no pilar social, ao reforçar a responsabilidade das empresas na promoção do bem-estar de seus colaboradores.
Para a SGF Global, o momento é de adaptação, mas também de oportunidade. Empresas que integrarem a saúde mental à sua estratégia de negócios tendem a se destacar em um mercado cada vez mais competitivo, no qual a experiência do colaborador é fator decisivo para o sucesso sustentável. Mais informações: https://sgfglobal.com/pt-pt/brasil/
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