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Estudantes de escolas públicas de Manaus publicam poemas em coletânea do Instituto Ayrton Senna
Livro reúne produções de alunos da rede municipal sobre sentimentos, identidade, convivência e experiências pessoais, desenvolvidas em oficinas de poesia do programa Fórmula da Vitória Por Ariane Dias, Mosaike sexta-feira, 6 de novembro de 2026
Da sala de aula para as páginas de um livro. Estudantes de escolas públicas de Manaus (AM) transformaram sentimentos, sonhos, experiências e diferentes maneiras de enxergar o mundo em poemas que agora integram uma coletânea de poesias. A publicação faz parte do Plano Anual Instituto Ayrton Senna 2026, viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, e foi produzida a partir de atividades do programa Fórmula da Vitória. Entre os jovens autores está William Cunha Correa, da Escola Municipal Professora Noêmia Santana do Nascimento da Costa, que escreveu o poema O Amor que Não Tem no Bullying. Em um dos versos, ele expressa a realidade de quem enfrenta essa situação: “Quem sofre calado, no peito a chorar”. A coletânea também reúne produções de outros estudantes da rede municipal. Rebeca Barroso, da mesma escola, escreveu Meu Lugar na Floresta. Já Carlos Eduardo da Silva Vasconcelos, da Escola Municipal Anastácio Assunção, é autor de Cordel Copa do Mundo. A iniciativa envolveu estudantes de escolas públicas de três municípios brasileiros: Nova Iguaçu (RJ), Maceió (AL) e Manaus (AM). Ao todo, participaram 52 escolas municipais, sendo 19 em Nova Iguaçu, 10 em Maceió e 23 em Manaus. Os alunos participaram de dez oficinas baseadas no material Poemas e poesias, nas quais tiveram contato com diferentes textos poéticos, exploraram ritmo e sonoridade e aprenderam a escrever, revisar e reescrever suas próprias produções. O resultado são coletâneas que dão visibilidade à voz dos estudantes. Mais do que exercícios escolares, os poemas ganharam espaço em publicações com os nomes de seus autores, acompanhados de ilustrações, incluindo desenhos feitos pelos próprios alunos. Os livros também contam com versões acessíveis em Libras e áudio. “Quando um estudante escreve um poema e vê seu nome em um livro, ele percebe que aquilo que pensa, sente e observa tem valor e pode ser compartilhado com outras pessoas. A escrita deixa de ser apenas uma atividade da escola e passa a ser também uma forma de autoria, de expressão e de participação no mundo”, afirma Inês Kisil Miskalo, diretora de Educação do Instituto Ayrton Senna. A experiência também envolve os educadores, que participam do processo de descoberta e troca proporcionado pela poesia em sala de aula. “O trabalho com a poesia não transforma apenas a experiência dos estudantes. Também mobiliza os educadores, que, ao entrar em contato com os sentimentos e as vivências expressos nos poemas, encontram novas possibilidades de olhar para o próprio processo de ensinar. É uma troca: enquanto os alunos aprendem a expressar o que pensam e sentem, os professores também aprendem com aquilo que leem e compartilham em sala de aula”, afirma Inês. Além de estimular a criatividade e a expressão pessoal, as oficinas contribuem para o desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita. Durante as atividades, os estudantes conheceram diferentes gêneros e autores, participaram de exercícios de leitura em voz alta e declamação e trabalharam na revisão dos próprios textos. Dessa forma, a aprendizagem da Língua Portuguesa esteve associada à expressão de ideias, sentimentos e experiências vividas pelos alunos. “Escrever também é organizar o pensamento, escolher palavras, escutar outras perspectivas e encontrar maneiras de dizer aquilo que muitas vezes ainda não conseguimos explicar. A poesia abre esse espaço de uma forma muito potente, porque permite que cada estudante escreva a partir daquilo que conhece e vive”, destaca Inês. As três coletâneas ampliam agora o alcance do trabalho realizado nas escolas. Os poemas podem ser compartilhados com colegas, professores e familiares, levando para além da sala de aula as histórias e perspectivas de estudantes de diferentes regiões do país. Para as famílias, ver o nome dos filhos em um livro também representa uma oportunidade de reconhecer e valorizar suas ideias, sentimentos e capacidade de criação. Conheça as coletâneas:
Livro de poesias – Manaus
Livro de poesias – Maceió
Livro de poesias - Nova Iguaçu Ministério da Cultura apresenta o projeto Plano Anual Instituto Ayrton Senna 2026, viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, com patrocínio de Instituto Ultra, Ipiranga, BASF, Instituto Valgroup, Ecolab, Instituto XP, Instituto Renault, Alelo, BRP, Banco Safra, Banco Daycoval e Galzerano, e realização do Instituto Ayrton Senna, Ministério da Cultura e Governo do Brasil – Do Lado do Povo Brasileiro. Sobre o Instituto Ayrton Senna Fruto do sonho do tricampeão mundial de Fórmula 1, o Instituto Ayrton Senna é um centro de inovação que busca acelerar a qualidade da educação pública no país. Fazemos isso por meio de pesquisa e inovação, implementação de programas educacionais e contribuição com políticas públicas. Realizamos parcerias com redes de ensino públicas em todo o Brasil para promover alfabetização, melhoria da aprendizagem, desenvolvimento das competências socioemocionais e gestão educacional. Em todos eles, trabalhamos com diagnósticos, formação de educadores e gestores, estabelecimento de metas, monitoramento de indicadores e oferecendo ferramentas e materiais educacionais para serem utilizados em sala de aula. Ao longo de sua atuação, o Instituto já realizou mais de 40 milhões de atendimentos a crianças e jovens, em cerca de 3,3 mil municípios. Ao acelerar a qualidade da educação, o Instituto Ayrton Senna cria caminhos para um futuro melhor.
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