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Fucapi e Sebrae capacitam artesãos para a Copa de 2014
Por Três Comunicações,
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
 
 
 

Parceria faz parte do Projeto Expoarte - “Brasil Original”, que busca dar visibilidade ao artesanato brasileiro durante os eventos esportivos da Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas 2016


Uma equipe composta por técnicos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), designers gráficos e designers de produtos da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica(Fucapi) vai percorrer, até março deste ano, comunidades da capital e de cinco cidades do interior para capacitar artesãos. O objetivo é transmitir conhecimentos, incentivar a melhoria de processos e produtos, identificar talentos e o potencial de peças que possam ser expostas durante os eventos esportivos que acontecerão no Brasil nos próximos anos.

“Os treinamentos programados são resultado da parceria entre o Sebrae/AM e Fucapi  como parte do Programa Expoarte. O projeto visa  fomentar o artesanato do Amazonas  a fim de apresentá-lo nos eventos com um valor  agregado, com uma identidade iconográfica e um design diferenciado por meio da profissionalização dos artesãos e com a cara do Amazonas”, esclarece o diretor superintendente em exercício do Sebrae/AM, Maurício Seffair.

A meta principal do Sebrae  é estar presente com showrooms nas seis cidades-sedes da Copa da Confederações. “Numa pesquisa do Sebrae Nacional, o artesanato amazonense foi identificado como Oportunidade de Negócios para a Copa 2014 no setor de produção associada ao turismo, e vamos explorar essa demanda”, explica a coordenadora de Artesanato do Sebrae/AM, Lilian Simões. A expectativa é atender pelo menos 100 artesãos.

Para a diretora-presidente da FUCAPI, Isa Assef, a parceria tem dois aspectos principais: “A expertise do programa Design Tropical da Fucapi na transferência de conhecimento e tecnologia para o homem do interior, que tem o talento e criatividade, mas muitas vezes não tem os recursos disponíveis; e a experiência do Sebrae na identificação de oportunidades e de conhecimento do mercado”.

Criado em 1999, o Design Tropical prevê a criação e desenvolvimento de artefatos de madeira elaborados com identidade regional, com base na cultura e na estética amazônicas, além de oferecer assessorias em design e projeto de ambientação. A confecção de peças e o treinamento de artesãos formam uma cultura inovadora e empreendedora, autossustentada, capaz de inserir produtos amazônicos no mercado nacional e internacional, promovendo a sustentabilidade ambiental.

Critérios para escolha dos municípios
A produção existente e a capacidade de produção foram itens significativos para a escolha dos municípios que estão participando do Expoarte, segundo a gerente da Unidade Atendimento Coletivo Comércio do Sebrae-AM, Cione Guimarães.  Artesãos de Manaus, Novo Airão, Iranduba, Parintins, Tabatinga, Barcelos e São Gabriel da Cachoeira participam do projeto. As capacitações já ocorreram em Manaus e Novo Airão.

O próximo município a receber o treinamento será Parintins. “Em Manaus, já identificamos a necessidade de abrir uma nova turma, específica para uma comunidade indígena. É uma realidade diferente, até mesmo pela questão da linguagem”, avalia a designer gráfica Emmanuele Cordeiro, da equipe do Design Tropical da Fucapi.

Durante o treinamento, os artesãos têm acesso a informações sobre otimização dos processos de produção, layout de produtos, acabamento como diferencial de produtos, controle de qualidade.  Outro aspecto abordado durante o curso é sobre como o design pode ajudar na melhoria do artesanato.  “Um colar em forma de peixe, por exemplo, não precisa necessariamente reproduzir o animal com todos os seus aspectos. Você pode optar por um peixe estilizado, utilizando formas geométricas para dar outra forma ao seu peixe”, explicou a designer de produtos Hinayana Pinto.

Durante a aula, as monitoras também explicam vários aspectos a serem trabalhados, como as cores (com seus respectivos significados), formas, equilíbrio dos elementos, harmonia na composição das peças, acabamento e funcionalidade. “As cores falam. Há diferenças entre culturas, mas as cores falam. O luto em nossa cultura é caracterizado pelo preto. Em algumas culturas orientais, o luto é branco”, apontou Cordeiro.

Em Novo Airão, o curso de dois dias foi realizado na Fundação Almerinda Malaquias, onde já existe um centro de treinamento no qual os artesãos produzem material com resíduos de madeira, papel reciclado, sementes e outros produtos da floresta. No espaço físico da Fundação também são realizadas ações de educação ambiental.  Nessa primeira etapa foram capacitados 14 artesãos ligados à Associação de Produtores Nov’Arte e à Associação de Artesanato Indígena Macuitá.
 
Artesãos terão assessoria na produção das peças

Durante o treinamento, os alunos fazem exercícios de geração de ideias (brainstorming) e utilização da técnica de SCAMPER: S de substituir, C de combinar, A de adaptar, M de modificar, P de procurar outros usos, E de eliminar e R de rearrumar. E também tarefas como produção de embalagens. Além disso, conhecem as tendências de consumo, cada vez mais dinâmicas, a importância e, ainda, a necessidade de adequar os processos de produção à proteção ao meio ambiente. A apostila entregue aos alunos foi elaborada pela equipe do Design Tropical da Fucapi.


“A gente deve voltar aqui mais umas duas vezes, para acompanhar a produção dos itens nos quais eles estão trabalhando e sugerir ajustes no processo de produção”, explicou Cordeiro. “O desafio é incentivar a criatividade respeitando a realidade dos artesãos, sempre recomendando a utilização de produtos naturais e regionais”, completou Hinayana.


Morando em Novo Airão com o marido, operador de máquinas, Maria Adelaide Rodrigues de Souza, 54 anos, faz do artesanato uma complementação da renda familiar, mas nem sabe ao certo quanto ganha por mês. Em uma pequena loja, na própria casa, ela vende os produtos feitos com sementes, tecidos e material reciclado, como garrafas pet. Ela considerou o curso “uma oportunidade de abrir as ideias e entender melhor as coisas para melhorar a produção”.

Da praça para a Copa, um sonho
“Imagine uma peça minha na Copa do Mundo? A gente está acostumado a vender só na praça...”. As palavras da artesã Aida Lana, da etnia Dessana, resumem a expectativa dela e de outras três artesãs indígenas que participaram do curso: Maria de Jesus, também Dessana; Anunciata Miranda, Arapasso; e Ivete Alves de Moraes, da etnia Tucano.

Para Anunciata, foi a primeira capacitação desse tipo. Maria de Jesus está no terceiro treinamento, mas apenas um deles, de atendimento ao cliente, está relacionado à sua atividade. O outro curso foi de manipulação de alimentos.  Aida Lana já fez dois cursos profissionalizantes, mas nada relacionado aos produtos que fabrica (biojoias). “É bom a gente saber como pode melhorar nossas peças”, resumiu.

A Associação Macuitá (macu = índio e itá = pedra, forte), que significa “Índio Forte” em Nhengatu, ainda tem poucas associadas, “apenas oito”, explica Ivete. Na região, a tradição na produção de artesanato é que as mulheres trabalhem com sementes e outros materiais naturais para fabricação de biojoias e os homens se dediquem ao entalhe em madeira.

Artesanato é coisa de velho, lamenta conselheiro da Nov’Art


Cerca de 80 pessoas atuam profissionalmente com artesanato em Novo Airão, estima o diretor-executivo da Fundação Almerinda Malaquias e também conselheiro e incentivador da Nov’Arte, Jean-Daniel Valloton. Além da Nov’Arte e da Macuitá, também atuam na região a Associação de Artesãos de Novo Airão (AANA) e os Waimiri-Atroari, projeto apoiado pela Eletronorte, que possuem uma loja na cidade.

Mas ainda há uma enorme demanda de mercado, regional, nacional e internacional, conforme Jean. Por isso, o sonho dele é incentivar a tradição entre os jovens com oficinas nas escolas. “Hoje, os jovens não se interessam por artesanato. Para eles, é coisa de velho”, lamenta. Para corrigir essa distorção, é preciso promover oficinas nas escolas, com foco nos jovens entre 14 e 16 anos, avalia.  “Artesanato é design e arte”, completa, comemorando a iniciativa das instituições na capacitação dos artesãos locais.

Recentemente, informa, a fundação assinou acordo de cooperação com a Universidade de Nova York para financiamento de projetos sociais, intercâmbio de estudantes, estudos de línguas e capacitação técnica. “A universidade tem uma rede de escolas técnicas conectadas, inclusive de movelaria. É mais um caminho”, analisa.

O suíço Jean-Daniel, de 57 anos, conheceu a região em 1992 e mudou-se definitivamente em 1997 para tocar à frente o projeto da fundação, idealizado pelo amazonense Miguel Rocha da Silva. Formado em design de movelaria, ele considera que as dificuldades de logística, de obtenção de matéria prima, de conhecimento de mercado e de técnicas de melhoria de qualidade dos produtos são os principais problemas da atividade, que na região funciona mais como um complemento de renda para as famílias. “Por isso, quando soubemos da parceria Sebrae-FUCAPI, oferecemos o espaço da fundação para o treinamento”, explicou.
 
 
Próximos treinamentos:
Parintins - 25 a 28 de fevereiro
Tabatinga - 25 a 28 de fevereiro
Barcelos e São Gabriel da Cachoeira - 03 a 12 de março
 

 

 

 

 

 

 

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