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Semsa vai descentralizar controle de zoonoses com uso de unidades móveis
Por Eurivânia Galúcio, Semcom
quarta-feira, 5 de junho de 2013
 
 
 

A Prefeitura de Manaus vai descentralizar as ações de vigilância e controle de zoonoses que hoje são realizadas exclusivamente no Centro de Controle de Zoonoses. A estratégia será adotada com a aquisição de duas unidades móveis para fazer o registro, identificação, esterilização e vacinação dos animais, além de promover as ações de educação em saúde, nos diversos bairros da cidade. O anúncio foi feito na manhã desta quarta-feira, 05, pelo secretário municipal de Saúde, Evandro Melo, durante encontro para discutir as propostas de políticas municipais para o segmento.

“Com a descentralização e utilização das unidades móveis, vamos garantir o atendimento para a população que realmente precisa, levando os serviços do CCZ para as comunidades mais carentes”, destacou o secretário Evandro Melo. De acordo com o secretário, as unidades móveis devem iniciar o atendimento ainda este ano, com previsão para o mês de outubro.

A Prefeitura também já tem planos para a criação do Conselho Municipal de Proteção aos Animais, para a reforma e ampliação da estrutura do Centro de Zoonoses, a construção de um “gatil” adequado para abrigo de felinos e descentralização de serviços por meio dos distritos de saúdes, conforme antecipou o diretor do Centro de Zoonoses, Francisco Zardo.   

Durante a reunião, também ficou definido a criação de um fórum permanente de discussão sobre o tema. A próxima reunião já está marcada para o mês de julho, quando cada representante deverá apresentar as possíveis contribuições para a Política Municipal de Vigilância e Controle de Zoonoses.

O encontro promovido pela Semsa reuniu representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), de Produção e Abastecimento (Sempab), de Educação (Semed), Ouvidoria Municipal, Guarda Municipal, Delegacia Especializada de Meio Ambiente, Batalhão de Polícia Ambiental (Polícia Militar), universidades públicas e privadas e entidades de proteção aos animais.

O secretário Saúde, Evandro Melo, disse que a reunião serviu para apresentar propostas, estimular a definição das atribuições de cada entidade e ouvir sugestões para o estabelecimento de uma Política Municipal que resolva questões como a destinação adequada de animais abandonados, a esterilização de cães e gatos, registro e identificação os animais e ações de fiscalização e de educação em saúde.

“A Semsa tem atribuições bem definidas na vigilância e controle de zoonoses e tem planos para melhorar cada vez mais os serviços oferecidos. Porém, uma Política Municipal exige a participação e contribuição de toda a sociedade para que as ações tragam resultados positivos para a população animal e que garanta a saúde dos seres humanos”, explicou Evandro Melo.

O ouvidor geral do município, Alessandro Cohen, destacou que alguns donos de animais não os tratam de forma adequada e muitas vezes os abandonam. “A estimativa é que existam em torno de 85 mil animais errantes (abandonados), um número muito elevado. Por meio dessa política sanitária vamos avançar para que haja um reoordenamento, numa convivência mais responsável entre donos e animais de estimação”, disse Cohen.

O representante da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) na reunião, professor Marcelo Gordo, destacou a importância das ações integradas e da contribuição de toda a sociedade para a definição das ações. “É essencial é a conscientização de todas as pessoas, já que o abandono e o controle da população animal é um problema real e que precisa ser resolvido. A própria Ufam pode contribuir com ideias, ações e campanhas educativas ou mesmo com pesquisas”, disse o professor.

 

Centro de zoonoses

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), órgão operacional da Semsa. As atribuições do órgão, conforme preconiza o Ministério da Saúde, devem incluir apenas o desenvolvimento de atividades relacionadas com o risco de transmissão de zoonoses, doenças de transmissão vetorial e agravos causados por animais peçonhentos, ou seja, relacionadas a animais de relevância epidemiológica e que possam ocasionar a transmissão de doenças como a raiva, leptospirose e leishmaniose.

O diretor do CCZ, Francisco Zardo, explicou que as atividades de assistência clínico/veterinária, ou seja, atividades de atendimento aos animais da população, também não são atribuições do CCZ. “Isso significa que essas ações não devem ser realizadas com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) e somente deve ser prestado aos animais sob a guarda do CCZ que estão aguardando a adoção”, disse Zardo.

O CCZ também só deve realizar qualquer atividade de extermínio de animais nos casos em que apresentem risco real para a saúde da população e por isso a captura de animais sadios nas ruas está sendo racionalizada.  Segundo Zardo, o importante é conscientizar a população sobre a necessidade da chamada ‘Guarda Responsável’, para que a pessoa tenha responsabilidade e não abandone os animais nas ruas, colocando em risco a saúde da população e submetendo cães e gatos a maus-tratos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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