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Dualidade: como maximizar o potencial da Amazônia e ao mesmo tempo protegê-la?
Por Cene Produtora,
terça-feira, 26 de novembro de 2019
 
 
 

Dualidade: como maximizar o potencial da Amazônia e ao mesmo tempo protegê-la?
Amazônia / Iranduba. / Manausonline

Quando nós, brasileiros, pensamos no Brasil, diferentes assuntos surgem em nossa mente, visto que os contextos social, político e cultural formam a realidade do nosso dia a dia e que estamos, portanto, acostumados a eles. Entretanto, quando estrangeiros pensam no Brasil, uma das primeiras coisas que lhes vêm à mente é a Floresta Amazônica e a sua importância dentro do contexto internacional, indo bem além da preocupação socioambiental – que tem entrado cada vez mais em voga nos últimos anos.

Esse efeito é até esperado, haja vista a grandeza da Amazônia em todas as dimensões imagináveis, desde sua extensão territorial – cobrindo 60% do território brasileiro – até sua diversidade biológica, com cerca de 30 milhões de espécies animais e uma rica vegetação. Nesse processo, os aspectos históricos e econômicos de um estado como o Amazonas, que faz fronteira com três países e que serve de importante entreposto comercial para o Brasil e o resto da América Latina, talvez não seja tão considerado.

Ainda assim, com tantos olhos voltados para a região, fica evidente que o potencial da Amazônia não é explorado por completo. Isso não significa, no entanto, que o melhor seja se submeter a planos de devastação da floresta para explorar seus recursos minerais em detrimento da conservação ambiental. O melhor, na verdade, seria aproveitar essa riqueza de maneira inteligente, preservando o que a natureza oferece e até tentando expandir as fronteiras da floresta em prol do nosso futuro.

Como chegamos até aqui?
A inserção do Amazonas no contexto econômico do Brasil ocorreu a partir do século XVII. Uma vez que as matas de uma floresta úmida como a Amazônica eram de difícil exploração, eventos históricos como a chegada dos bandeirantes ao território que deu origem ao estado levaram mais tempo para acontecer.

Uma vez que essas barreiras foram derrubadas, começou-se o ciclo inicialmente extrativista do estado. É daí que vem a exploração da borracha, um produto cujo alto valor agregado gerou quantidades enormes de dinheiro para os bolsos de empresas e dos governantes brasileiros. Hoje, a atividade dos seringueiros é lembrada pelo Museu do Seringal, que ganhou certificado de excelência do TripAdvisor em 2016.

Mais adiante, a atividade sustentável dos seringueiros daria espaço ao estado atual de expansão de terras descampadas exploradas pela agropecuária e também à especulação no mercado imobiliário, situação em que os ganhos de curto prazo sobrepujam a importância não só econômica como também ambiental da região. Isso tudo em detrimento a longo prazo da saúde da sociedade e até da imagem do país em âmbito internacional, uma vez que o (mau) tratamento dado à Amazônia não é visto com bons olhos por nossos parceiros.

Realizando o potencial sem prejudicar nossas riquezas

Entretanto, ainda existem maneiras de explorar o potencial da Amazônia sem que seja necessário lançar mão de técnicas extrativistas que não beneficiam a floresta. Uma delas é a Zona Franca de Manaus, que se engajou a fundo em suas atividades a partir de 1967 – 10 anos após sua criação –, conforme conta uma de nossas matérias, e que, desde então, tem sido um dos grandes polos industriais do Brasil ao mesmo tempo que protege a floresta.

Outra técnica interessante e potencialmente não prejudicial à biodiversidade é a do turismo. Essa técnica é em geral promovida pelos governantes a nível federal, pois esse mercado apresenta grandes ganhos em troca de investimentos menores do que os que seriam feitos na instalação de campos fabris ou até na expansão de terras agrícolas na região.

Pelo mundo, há vários exemplos nesse âmbito. Na Indonésia, a província de Papua atrai turistas do mundo inteiro por conta de suas riquezas naturais, que incluem pássaros que só podem ser vistos em alguns locais da Oceania. Com isso, não apenas são arrecadados fundos para a proteção de sua biodiversidade, mas também chama-se a atenção para a conscientização, em níveis local e internacional, quanto à importância de conservar seu ecossistema. O mesmo tipo de iniciativa é visto na Ilha de Galápagos, no Equador, e no Parque Nacional de Yellowstone, um dos mais visitados dos Estados Unidos.

Na Europa, um dos melhores exemplos de turismo ecológico tem associação direta com a série Game of Thrones, que foi exibida pela HBO. A obra, cujo grande sucesso ultrapassou as telas e chegou a outros ramos da indústria do entretenimento, inspirando, por exemplo, o lançamento de produtos como um jogo de tabuleiro da Galápagos Jogos, um caça-níquel online no site da Cassino Betway e até mesmo uma linha de maquiagem da Urban Decay, teve, dentre outros lugares, paisagens naturais da Croácia e da Islândia como cenário. Hoje, os países em que a série foi rodada exploram seu potencial turístico também por meio da sua associação a ela, e os locais de filmagem podem ser visitados por meio de pacotes turísticos desenvolvidos com foco no seriado. Essa é uma forma de realizar o potencial do meio ambiente por meio do turismo e de forma que não agrida a biodiversidade, algo que poderia também ser feito em termos de Floresta Amazônica.

Pondo os planos em prática
Enquanto listar exemplos é algo bem fácil, a aplicação dessas ideias é algo que se prova difícil no contexto atual. Isso, no entanto, não significa que devamos desistir desses planos e simplesmente deixar o curso seguir seu caminho atual, pondo em risco a subsistência e a sobrevivência de populações tanto no Amazonas quanto no resto do Brasil.

Uma das maneiras de se fazer isso é se inspirando nos modelos estrangeiros. Manaus é uma cidade com grande potencial turístico tanto por conta da floresta quanto por outras atrações, e políticas locais que incentivem o desenvolvimento de atividades turísticas, combinadas com iniciativas estaduais e federais que consigam atrair mais pessoas para visitar e quiçá até se instalar no estado, são opções bem-vindas dentro desse âmbito.

Outra ideia seria ter a Floresta Amazônica como uma riqueza mundial a ser protegida pelo Brasil e pelo resto do mundo. Aqui, a questão seria expandir o já existente Fundo Amazônia para quantias ainda maiores como forma de compensação pelos esforços brasileiros para preservar a floresta, uma vez que em teoria o país perde dinheiro em uma atividade como essa. Esses fundos poderiam ser usados para programas de incentivo ao turismo e até mesmo para expandir iniciativas de extrativismo sustentável, como já fazem algumas marcas, como a Natura.

Colocar os planos em prática é o que realmente importa no fim. Somente assim conseguiremos aproveitar o potencial da região e proteger uma das nossas maiores riquezas.

 

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